Arquivos para January 2009

Google deve lançar serviço de armazenamento online: GDrive

Há mais de um ano e meio circulam pela Internet notícias dizendo que o Google estaria para lançar um serviço de armazenamento de arquivos. O nome do serviço seria GDrive.

Assim como outros serviços, o espaço seria limitado, mas com a opção de adquirir algum tipo de plano de expansão. Particularmente, acredito que o serviço deve iniciar com um espaço maior do que o SkyDrive, da concorrência, que hoje oferece 25 GB. Acima de um espaço inicial da ordem de 30 GB a 50 GB, existiriam os planos de expansão. Ou os preços dos planos de expansão seriam bem acessíveis.

O Renê Fraga, baseado em artigo do Google Operating System, publicou o seguinte no Google Discovery:

O título acima [GDrive], descoberto por Brian Ussery num arquivo utilizado pelo Google Pack, é a descrição oficial do produto GDrive, que aparentemente pode ser lançado a qualquer momento.

gdrivegooglepack GDrive: backup de arquivos online e armazenamento

Além do título, uma descrição direcionada para tradutores, revela detalhes do funcionamento do GDrive:

“GDrive fornece armazenamento confiável para seus arquivos, incluindo fotos, música e documentos. GDrive permite que você acesse seus arquivos de qualquer lugar, o tempo todo e através de qualquer disposivio – seja seu desktop, web browser ou telefone celular”.

O GDrive, que provavelmente será uma aplicação oferecida pelo Google Pack, permitirá aos usuários armazenar qualquer tipo de arquivo nos servidores do Google e acessa-los de qualquer lugar, não importando o dispositivo que você estiver utilizando.

Em paralelo a esta informação, um documento PDF intitulado “GDrive on Cosmo Getting Started Guide”, descoberto e revelado pelo blog alemão Google Is Watching You, dá ainda mais detalhes sobre o novo produto.

E mais, um novo sub-domínio foi adicionado ao google.com em http://gdrive.svc-1.google.com, que no momento abre a página inicial do Google. Se você quer tentar chegar primeiro no produto, este é seu ponto de partida. :)

Guia de Emprego na Internet

Há tempos que muitas pessoas têm deixado comentários neste blog sobre suas buscas por emprego, em especial nos meus artigos sobre vagas de emprego e sobre a Lei do Aprendiz. Este breve artigo é uma ajuda para estas pessoas. O G1 publicou um Guia de Emprego na Internet. Vale a visita!

Lista de 15 exercícios para aprender uma nova linguagem de programação

É conselho recorrente em blogs voltados à programação de computadores que os programadores devem aprender uma nova linguagem de programação por ano, ao menos. O mercado de trabalho, muitas vezes, é responsável por essa necessidade. E, nestes casos em particular, o aprendizado precisa ser rápido.

Um artigo de Prashant Mhatre tratou recentemente com muita propriedade desta situação. O maior ponto de interesse do artigo é uma lista de 15 exercícios para desenvolver a habilidade em outra linguagem de programação.

A primeira dica de Mhatre é procurar alguma referência rápida da linguagem em questão. Este blog mesmo já publicou artigo com referências rápidas (Cheat Sheets) para linguagens como PHP, Javascript, Ruby, Ruby on Rails, Perl, Python e outras.

O segundo passo é familiarizar-se com o editor/compilador da linguagem. Por exemplo, no início do aprendizado de uma linguagem como Java, uma boa idéia seria aprender como trabalhar com o NetBeans. Para isto basta escrever algum “Olá, Mundo” (Hello World), compilá-lo e executá-lo. É aconselhável verificar como trabalhar com as principais funcionalidades de debbuging, ajustar pontos de parada (break points), observar valores de variáveis, mover para a próxima posição, para uma posição específica, interromper o debugger e etc.

Conhecendo o editor/compilador da linguagem o programador estará apto a executar os quinze exercícios para aprendizado da linguagem de programação. Convém alertar que esta lista é para que programadores com algum grau de experiência possam obter conhecimento em uma nova linguagem. Ou seja, esta não é uma lista plenamente recomendável a iniciantes em programação de computadores.

  1. Exibir uma série de números (1, 2, 3, 4, 5, … ) em um loop infinito. O programa deve encerrar-se quando for pressionada uma tecla específica, como um ESC.
  2. Série de Fibonacci, trocar os valores de duas variáveis (com ou sem variável auxiliar), encontrar os valores mínimo e máximo de uma lista de números.
  3. Obter uma série de números do teclado e ordená-las tanto em ordem ascendente como descendente. Fazer o mesmo com uma série de strings.
  4. Calcular o Coeficiente de Reynolds, recebendo os parâmetros nas unidades apropriadas. Indicar, em função deste coeficiente, se o fluxo é laminar (resultado inferior a 2.100), de transição (entre 2.100 e 4.000) ou turbulento (acima de 4.000)
  5. Alterar o programa anterior para, após sua execução, perguntar ao usuário se ele deseja realizar outro cálculo. Durante a execução do mesmo fornecer valor 0 (zero) para a viscosidade dinâmica e observar o resultado. Verificar como contornar esta situação de erro.
  6. Fazer uma calculadora que execute operações de adição, subtração, multiplicação, divisão, quadrado, cubo, raiz quadrada, seno, cosseno, tangente, fatorial, inverso e módulo.
  7. Exibir números em diferentes formatos como arredondados para cinco casas decimais, truncados com quatro casas decimais, completando com zeros à esquerda e à direita, alinhando à esquerda e á direita.
  8. Abrir um arquivo de texto e convertê-lo em HTML.
  9. Obter a data e hora do sistema e apresentá-lo em diferentes formatos como ’20-Jan-2009′, ’01-20-2009′, ’20-1-2009′, ’14:34′, ’2h24 a.m.’ e outros.
  10. Criar arquivos com parte do nome indicando a data e hora de criação.
  11. Ler um arquivo HTML com uma tabela, remover as tags e gravar em outro arquivo no formato CSV.
  12. Extrair palavras escritas em maiúsculas de um arquivo. Extrair lista de palavras utilizadas em um arquivo sem repetições.
  13. Implementar um recurso de quebra de linhas de um texto, com ou sem ajustes.
  14. Adicionar e remover ítens no início, no meio e no final de um vetor.
  15. Verificar e testar recursos da linguagem como sobrecarga de operadores ou de métodos, ponteiros, pacotes e outros.

Bom trabalho! Depois contem-me sobre seus progressos.

Vagas de estágio: aproveite a nova lei!

O Segs publicou um artigo sobre o melhor período para concorrer a vagas de estágio: agora! Ele afirma que o primeiro trimestre do ano é o período com maior divulgação de vagas de estágio.

Os recentes avanços na legislação para estágios e aprendizes torna ainda mais interessante esta forma de ingressar no mercado de trabalho.

Algumas instituições de ensino são mais aguerridas na batalha por vagas de estágio para os estudantes, como a Uninove que frequentemente promove feiras de oportunidades de estágio, além da manutenção diária de serviços neste sentido.

De uma forma ou de outra, também vale consultar vagas em sites como o Vagas na Web ou o NUBE (Núcleo Brasileiro de Estágios).

Detalhes de hardware no Linux Ubuntu

Recentemente eu escrevi um artigo sobre hardware no Linux Ubuntu. Neste artigo abordou-se como obter dados sobre processador, memória, dispositivos, PCI, PCMCIA, USB e sobre um comando para inventário completo: lshw. Apesar de ter feito uma extensa pesquisa para escrever este artigo, era de se esperar que algo tivesse ficado de fora. E não é que o Elton Fenner escreveu um comentário indicando uma lacuna que não poderia deixar de ser preenchida? Abordemos então os comandos dmidecode e biosdecode.

dmidecode

O comando dmidecode é uma ferramenta para exibir o conteúdo da tabela DMI – Desktop Management Interface ou interface de gerenciamento de desktop – (também conhecida como SMBIOS – System Management BIOS ou Sistema de Gerenciamento do BIOS) do computador em um formato interpretável por humanos. Esta tabela contém a descrição dos componentes de hardware do sistema, além de outras informações úteis como números de série e número de revisão do BIOS. Com estes valores em mãos é possível avaliar a existência de atualizações do BIOS. A tabela de DMI não somente descreve o sistema, mas pode relatar evoluções possíveis como processadores ou o máximo de memória suportados.

Veja este exemplo de um trecho da saída de dmidecode:
Handle 0x0006, DMI type 6, 12 bytes
Memory Module Information
        Socket Designation: A0
        Bank Connections: 0 1
        Current Speed: 37 ns
        Type: Other Unknown EDO
        Installed Size: 1024 MB (Single-bank Connection)
        Enabled Size: 1024 MB (Single-bank Connection)
        Error Status: OK

Aqui encontramos dados como

  • Handle: um identificador que permite referências entre os componentes do hardware
  • Tipo: Cada componente é de um determinado tipo. No exemplo temos um componente do tipo 6, indicando um módulo de memória. São dezenas de tipos diferentes. Consulte a lista destes tipos na página de manual do comando.
  • Tamanho: Indica o espaço que o registro ocupa na tabela.
  • Valores decodificados: Os dados do componente em si.

Alguém pode pensar que o dmidecode pode trazer dados redundantes em relação aos tratados em meu anterior artigo sobre hardware no Linux. Mas vejamos alguns detalhes. O arquivo /proc/cpuinfo traz dados sobre os processadores reconhecidos pelo kernel. O dmidecode reconhece os processadores (e slots) identificados no BIOS. Se você rodar um kernel com suporte a processador único em um computador com dois processadores, o kernel irá reconhecer apenas um destes processadores e apenas este será exibido pelo /proc/cpuinfo. O dmidecode, entretanto, irá exibir ambos processadores.

biosdecode

Ao falar do dmidecode, explicitamos que ele apresenta dados do BIOS de forma interpretável por humanos. Antigamente, este comando trazia em si o código de outro: o biosdecode. E esta parcela de código apresentava uma saída menos agradável. Com o tempo o biosdecode começou a andar com suas próprias pernas. Ele também apresenta dados básicos sobre o BIOS. Na maioria dos casos, o usuário precisará de dados como fornecido pelo dmidecode.

Novas regras de ortografia: acentos diferenciais e hifens

Este artigo compõem uma sequência sobre as mudanças na ortografia da língua portuguesa, incluindo as novas regras para hifens e acentos diferenciais. Anteriormente foram escritos um artigo sobre trema e o alfabeto e outro sobre a acentuação em paroxítonas e vogais dobradas.

Acentos diferenciais

Antes desta recente reforma, em muitas palavras com grafia idêntica mas com pronúncia diferente usava-se acento em uma das palavras para diferenciar uma da outra. Escrevia-se, portanto

  • Ele foi afetado pelo pêlo do canhorro
  • Como fazer se ela não pára para eu saber o que está havendo?

Agora estas palavras serão escritas sem o acento diferencial. A pronúncia e a compreensão da frase dependerão do contexto da frase.

Existem exceções à regra. Foi mantido o acento diferencial quando as palavras envolvidas são flexões em tempos distintos de um mesmo verbo. Ainda escreveremos

  • Se antigamente ele não pôde, agora ele já pode.
  • Você tem alegria, mas eles têm a Felicidade.
  • Qual é o motivo pelo qual ele vem tão rápido enquanto os amigos dele vêm tão devagar?

Também foi mantido o acento diferencial do verbo pôr com a preposição por.

  • Por favor, você pode pôr os acentos no lugar certo?

Pior ainda é o caso da palavra fôrma, aquela utilizada para assar bolos e pudins. Ela poderia ser considerada como palavra acentuada para diferenciada da forma que as pessoas e as coisas têm. Entretanto o acordo tornou o uso da acento em fôrma facultativo, ou seja, você pode escrever como quiser.

Hifens

O uso do hífen em palavras compostas foi uma das alterações que devem trazer mais dúvidas. Vejamos as regras a seguir.

Prefixo terminado em vogal e elemento seguinte começando com a mesma letra.

Nestes casos deve ser utilizado o hífen. É o caso de anti-inflamatório, micro-ondas ou tele-educação. A regra não é seguida para o prefixo “co” e continuam sem hífen palavras como cooperar ou coordenar. O hífen está mantido quando o elemento seguinte começar por ‘h’, como em co-herdeiro.

Não há consenso no caso do prefixo “re”, mas a tendência que de não grafarmos com hífen palavras como reeleição ou reedição.

Prefixo terminado em vogal e elemento seguinte começando com letra diferente

Nestes casos o hífen não deve ser utilizado. Escreveremos, portanto, antiaéreo, infraestrutura e autoajuda. Se o segundo elemento começar por ‘r’ ou ‘s’, esta consoante será dobrada. Serão grafadas então ultrassonografia ou contrarregra.

Lembre-se que esta regra é para prefixos terminados em vogal. Palavras compostas com prefixos em ‘r’ (como super) e elemento seguinte iniciado com a mesma letra ainda são escritas com o hífen. Não haverá mudanças para super-resistente, portanto.

Segundo elemento começa por ‘H’

Mantém-se o hífen nestas palavras, como super-homem ou pré-história. Não se usa hífen quando a composição é formada pelos prefixos des ou in e a segunda palavra perde o ‘h’, como nos casos desumano ou inumano.

Espécies botânicas e zoológicas

Também está mantido o hífen em palavras como bem-me-quer ou feijão-preto. Esta regra vale para palavras derivadas como azeite-de-dendê ou água-de-coco. Porém, atente-se a casos como o da planta bico-de-papagaio ou do problema de coluna bico de papagaio.

Topônimos

São topônimos as palavras que indicam um lugar. Deve-se grafar com hífen os topônimos iniciados por “Grão” (Grão-Pará), que contenham um verbo (Santa Rita do Passa-Quatro) ou que sejam ligados por um artigo (Baía de Todos-os-Santos).

Circum e Pan

Palavras com este prefixo terão hífen quando seguidos de vogal, ‘H’, ‘M’ ou ‘N’. É o caso de circum-navegação ou pan-americano.

Sub

Será utilizado com hífen quando seguido de ‘B’, ‘R’ ou ‘H’, como sub-base, sub-reino ou sub-humano.

Mal

O hífen será utilizado quando diante de ‘L’, ‘H’ ou vogal, como mal-humorado.

Ad

Haverá hífen quando o segundo elemento começa com ‘D’, ‘H’ ou ‘R’. A palavra adrenalina continua a ser escrita desta forma, mas não está claro se adrenal passará a ser ad-renal.

Além, Aquém, Bem, Ex, Grã, Pós, Pré, Pró, Recém, Sem e Vice

Estes prefixos são sempre seguidos de hífen, com algumas exceções. Escreve-se Além-mar, bem-amado, grã-fino, pós-graduação, recém-nascido ou vice-presidente. Mas serão exceções palavras como benquisto e bendizer.

Sufixo de origem indígena

As palavras cujo sufixo tiver origem indígena (como Guarda-mirim) são grafadas com hífen.

Noção de composição perdida

Não há mais hífen em palavras onde a noção de composição perdeu-se com o tempo. É o caso de mandachuva, paraquedas, paraquedista ou paraquedismo. O problema é obter consenso sobre quais são as palavras onde esta noção de composição foi perdida. Existe a tendência a serem considerados somente os quatro casos aqui citados. Então estariam mantidos os hifens em palavras como para-raios ou guarda-chuva. Também foi mantida a grafia sem hífen de palavras como madressilva ou pontapé.

Conjuntos de palavras que formam uma nova

Se um conjunto de palavras formam uma nova expressão em significado e função, não serão grafadas com hífen. É o caso de dia a dia, mão de obra ou pé de moleque. Será mantido o hífen de sete locuções

  • Água-de-colônia
  • Cor-de-rosa
  • Pé-de-meia
  • Deus-dará
  • Arco-da-velha
  • Queima-roupa
  • Mais-que-perfeito

A confusão das exceções

Você deve ter reparado que este artigo tratou de situações com muitas exceções. Isso sem falar de casos sem consenso. Por exemplo, escreveremos coabitar ou co-habitar? Estes casos só serão esclarecidos após a publicação do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, elaborado pela Academia Brasileira de Letras.

Shell scripts e o problema do espaço no nome de arquivos

É comum executarmos loops (laços de repetição) em shell scripts, os scripts feitos para execução em Unix ou Linux. Um dos usos mais comuns destes loops é para varrer uma lista de arquivos, diretórios ou ambos e manipulá-los de alguma forma.

Entretanto, a presença de determinados caracteres no nome dos arquivos pode ocasionar dificuldades no desenvolvimento destes scripts. Trata-se de uso de caracteres que podem ter significado especial para o shell como os caracteres ‘\’, ‘$’, ‘&’, ‘*’ ou ‘?’. Mas o caracter com maior quantidade de ocorrências de problemas é o espaço.

Crie um subdiretório sob o /tmp e alguns arquivos dentro dele, um deles com um espaço no nome. Pode utilizar os comandos abaixo

cd /tmp
mkdir teste
cd teste
echo "Conteudo de arq1" > arq1.file
echo "Conteudo de arquivo" > arquivo.file
echo "Conteudo de outro arquivo" > "outro arquivo.file"
ls -l

O resultado destes comandos é a criação de um diretório e três arquivos dentro dele, um deles com um espaço no nome. Crie um script denominado teste.sh neste diretório com o seguinte conteúdo:

#!/bin/bash
for ARQ in $( ls *.file )
do
echo $ARQ
cat $ARQ
done

Se você encontrar dificuldades para escrever e utilizar este script, veja meu artigo sobre shell script. Ao executar o script o resultado será o seguinte:

arq1.file
arquivo.file
outro
cat: outro: Arquivo ou diretório inexistente
arquivo.file

Repare que o terceiro arquivo apresenta alguns problemas. Ele é interpretado como se fossem dois arquivos: o “outro” e o “arquivo.file”. Como existe um arquivo chamado “arquivo.file”, este tratamento não apresenta erros, como ocorre ao tentar encontrar o arquivo “outro”. Nem o uso de opções do comando ls podem apresentar os resultados desejados. Vocês podem tentar as opções -b ou -Q, para experimentar.

Podemos tentar algumas soluções para este problema. A mais direta utiliza a variável de ambiente IFS (Inter Field Separator), que mantém os caracteres utilizados para separação de campos. Por padrão estes caracteres são a marca de tabulação, o espaço e o ENTER. Se armazenarmos o valor desta variável e alterá-la podemos ter uma solução. Altere o script para

#!/bin/bash
IFS_ATUAL=$IFS
IFS=$( echo -en "\n\b" )
for ARQ in $( ls *.file )
do
echo "$ARQ"
cat "$ARQ"
done
IFS=$IFS_ATUAL

Não se esqueça de armazenar o valor de IFS e recuperá-lo ao final do script. Caso o valor de IFS não seja recuperado adequadamente, será necessário desconectar-se e conectar-se novamente no sistema.

Esta e outras soluções deste problema podem ser consultadas no nixCraft, site do Vivek Gite, onde podemos encontrar diversos outros scripts.

Plugin para vídeos do YouTube no WordPress

Quando alguém tem uma boa ideia e faz um bom trabalho merece ser exaltado por isto. O merecedor da ideia de hoje é Vladimir Prelovac. É dele o melhor plugin do WordPress para inserção de vídeos do YouTube em artigos, comentários e RSS.

Meu outro blog, o Música 21, vai entrar em nova fase e três novos editores irão somar-se ao projeto, trazendo mais artigos e novos pontos de vista. Um deles, meu amigo Pedro Rios, estava debatendo comigo sobre a melhor maneira de inserir vídeos do YouTube nos artigos do WordPress.

Os plugins que eu havia testado não eram muito convenientes e inseriam um código de tal forma que não me agradava. A maneira que eu fazia era entrar no código HTML e fazer a inserção manual, o que não é prático para quem não tem hábito de manipular código diretamente.

Um pouco de buscas e, voilá!, encontrei o Smart YouTube. Este plugin permite que você insira facilmente vídeos no YouTube a seus artigos, comentários e no seu feed RSS. O plugin é concebido para ser pequeno e rápido, e não utilizar quaisquer recursos externos. Ele também suporta a reprodução de vídeos de alta qualidade, produz xHTML código válido e permite visualizar vídeos em tela cheia. Veja como ele funciona e como pode ser configurado

Configuração do Smart Tube

Configuração do Smart Tube

Novas regras de ortografia da Língua Portuguesa: Paroxítonas, Hiatos e Ditongos

Na semana passada eu escrevi sobre a implementação das mudanças da ortografia da língua portuguesa neste blog. Como prometido, vou continuar falar sobre estas novas regras.

Hoje falarei de algumas regras que causaram certo alvoroço: as que tratam de acentuação em paroxítonas. Mas, antes de tudo, vamos explicar alguns conceitos.

Antes de analisar se a acentuação de alguma certa palavra foi afetada pela nova ortografia, fale-a pausadamente e de forma bem audível (se for possível, claro). Uma das três últimas sílabas irá destacar-se, por ser pronunciada de forma mais forte, contundente. Trata-se da sílaba tônica. A palavra “prático”, por exemplo, será pronunciada da seguinte forma: PRÁ-ti-co.

Se a sílaba mais enfatizada for a última – como em “Amapá” -, esta é uma palavra que denominamos como oxítona. Se for a penúltima – caso de “corrente” -, a palavra é paroxítona. E, finalmente, se a pronúncia mais forte for na antepenúltima – como em “príncipe” -, tratar-se-á de uma palavra proparoxítona.

Falarei hoje sobre as paroxítonas.

Mas ainda precisamos relembrar de outras coisas. Digamos que você esteja com dúvidas com a palavra “peixe”. Falando-a pausadamente, teremos PEI-xe. Repare que os “E” e “I” da palavra são pronunciados conjuntamente. Quando duas vogais são pronunciadas desta forma temos o ditongo. Observe que, nestes casos, uma das vogais é pronunciada de forma mais forte. Esta é a vogal e a outra será a semivogal. Quando a vogal vem antes da semivogal, temos um ditongo decrescente. E o ditongo crescente ocorre quando a semivogal vem antes da vogal, como na palavra “água”.

Se a vogal dos ditongos for pronunciada de forma fechada (“ê” ou “ô”, como na própria palavra “fechada”), dizemos que o ditongo assim formado é um ditongo fechado. Analogamente, se a vogal for pronunciada de forma aberta, temos o ditongo aberto. A semivogal não deve ser analisada para sabermos se um ditongo é aberto ou fechado. Por isso dizemos que “museu” tem um ditongo fechado e “chapéu” tem um ditongo aberto.

Se encontramos vogais pronunciadas separadamente, elas não formam um ditongo, mas sim um hiato. Este é o caso da palavra “saída”, que seria dita desta forma: sa-Í-da.

Vamos às regras agora:

I e U em hiato após ditongo em paroxítonas

Quando as letras I ou U formarem um hiato com um ditongo anterior em palavras paroxítonas, não serão mais acentuadas. Ou seja, se a sílaba pronunciada mais fortemente for a penúltima, se esta sílaba for uma letra I ou U e ainda, se antes desta letra houver um ditongo, esta palavra não será acentuada. Vejamos como exemplo a palavra “feiura”. Pronuncie-a como dito anteriormente e o resultado será fei-U-ra. Trata-se de uma paroxítona, pois a sílaba tônica é a penúltima. Esta sílaba é uma letra U. E para concluir, antes desta letra, temos o ditongo “ei”. Portanto, feiura corresponde a esta regra, assim como “Sauipe” ou “Bocaiuva”.

Ditongos abertos de paroxítonas

Os ditongos abertos não serão mais acentuados nas palavras paroxítonas. Um bom exemplo é a palavra “Coreia”. Pronunciando-a atentamente teremos o seguinte: co-REI-a. A sílaba tônica é a penúltima, identificando uma paroxítona. Nesta sílaba temos um ditongo: “ei”. Como a pronúncia do “e” é feita de forma aberta, temos um ditongo aberto em paroxítona e não devemos grafá-lo com acento. O mesmo ocorre com “ideia” ou “jiboia”.

Palavras terminadas em “oo” ou “eem”

Estas palavras não serão mais acentuadas, como é o caso de voo, enjoo ou leem. Não confunda com a flexão de verbos ter e vir – e derivados – na terceira pessoa do plural. Ou seja, escrevemos que “Eles têm de pegar o voo para a Coreia, mesmo com enjoo”.

Vagas de emprego – Lei do Aprendiz

Recentemente eu comentei sobre a Lei do Aprendiz. O artigo que aborda esta importante evolução legislativa tem recebido diversos comentários de jovens à procura de oportunidades de vagas de emprego de acordo com a Lei do Aprendiz. Este artigo pretende ser uma ajuda para o jovem que busca emprego. Afinal, buscar trabalho é uma tarefa complexa, em especial para quem está fazendo isto pela primeira vez.

As empresas que dispõem de vagas neste formato podem divulgá-las no Conexão Aprendiz, onde recentemente foram informadas vagas na construtora Andrade Gutierrez. Esta página também é um bom local para garimpar estas vagas de emprego. Outra dica para as empresas é participar do Programa Aprendiz Legal.

Atenção: antes de deixar comentários neste artigo, leia-o até o fim e veja também meu Guia do Primeiro Emprego.

Outro local para divulgação e pesquisa é o Atletas pela Cidadania. Não nos esqueçamos do blog Estágio e Aprendiz, que também comenta sobre vagas de estágio. Boa parte do que está disponível nestes endereços são para trabalhos em São Paulo.

Muitos jovens estão em busca de emprego para ingressar no mercado de trabalho, geralmente seu primeiro emprego, e esta lei pode ser um impulso para o aumento da quantidade de vagas para os jovens.

Boa sorte a todos