Regulamentação profissional para área de Informática
O que todos já haviam esquecido e davam por improvável aconteceu: foi aprovado parecer favorável ao projeto de lei que regulamenta o exercício das profissões de analista de sistemas e técnico de informática. Este projeto estava há alguns anos na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado Federal e seu parecer foi aprovado no dia 5 de março. A proposta agora será encaminhada à Comissão de Assuntos Sociais (CAS), na qual receberá decisão terminativa. As primeiras propostas neste sentido foram apresentadas em 2003.
O parecer excluiu da proposta a possibilidade de criação de conselhos federal e regional de informática, pois isto poderia dar margem ao projeto ser vetado pela Presidência da República. Os analistas de sistemas e técnicos de informática poderão optar pelo vínculo a algum conselho ou confederação já existente com o qual a profissão tenha pertinência.
De acordo com a proposta, a profissão de analista de sistemas somente poderá ser exercida por pessoas que possuam diploma de nível superior em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados. Já para desempenhar a função de técnico de informática, o projeto determina a comprovação de diploma de ensino médio ou equivalente de curso técnico de Informática ou de Programação de Computadores. Esses diplomas devem ser expedidos por escolas oficiais ou reconhecidas, ainda de acordo com o projeto.
Também poderão exercer a profissão de Analista de Sistemas quem comprovar cinco anos de experiência na área na data na qual a lei entrar em vigor.
As atividades dos profissionais de informática serão:
- Planejamento, coordenação e execução de projetos de sistemas de informação
- Elaboração de orçamentos e definições operacionais e funcionais de projetos e sistemas para processamento de dados, informática e automação
- Definição, estruturação, teste e simulação de programas e sistemas de informação
- Elaboração e codificação de programas
- Estudos de viabilidade técnica e financeira para implantação de projetos e sistemas de informação, assim como máquinas e aparelhos de informática e automação
- Fiscalização, controle e operação de sistemas de processamento de dados que demandem acompanhamento especializado
- Suporte técnico e consultoria especializada em informática e automação
- Estudos, análises, avaliações, vistorias, pareceres, perícias e auditorias de projetos e sistemas de informação
- Ensino, pesquisa, experimentação e divulgação tecnológica.
A responsabilidade técnica e emissão de laudos, relatórios e pareceres é exclusiva dos Analistas de Sistemas. Um dos maiores impactos deste projeto de lei é que, como em outras profissões regulamentadas, essas atividades acima citadas passam a ser exclusividade dos profissionais formalmente habilitados. Aquele “curioso” de catorze anos não poderá mais sair vendendo o “sisteminha” que ele fez nas madrugadas, sem seus responsáveis serem processados por exercício irregular da profissão.
A jornada de trabalho destes profissionais deve ser limitada a quarenta horas semanais.
Falta saber quantos anos este projeto ficará em análise pela Comissão de Assuntos Sociais!
Depois do projeto de lei que pune spammers, nunca mais levei a sério algum projeto dessa comissão. Chega a ser ridículo o grau de idiotice. O executivo brasileiro é absolutamente leigo em informática e toma decisões sem base prática. Escrevi recentemente algumas observações sobre isso. Fique a vontade para opinar se desejar.
http://www.brasiltech.net/informatiquez/2008/03/06/ti-estao-armando-o-circo-a-incompetencia-tomara-conta-do-mercado/
Abraço
Douglas Cunha
Blza?? …. e quem é formado em Sistemas de Informação como que fica??
Marco, existem mais de dez denominações oficiais de cursos de informática e o projeto de lei não deixa claro como esses cursos serão tratados em relação ao tema. É hora de entrar em contato com o Senador que você elegeu, principalmente se ele for do CAS
Douglas, infelizmente o “prático” que exerce a profissão pode ter conhecimento técnico em determinada superior àquele que formou-se regularmente. Mas falta-lhe, geralmente, uma visão generalista que pode ser muito importante! Não digo que esse projeto de lei seja perfeito, mas que faltava regular a profissão, isso faltava!
Certo Cid, então para completar seu artigo, cite alguns países onde a profissão segue um projeto igual ou parecido a esse, e que ficou demonstrado que houve melhora. E me diga também, quem precisa se proteger de maus profissionais? O grau de qualidade dos profissionais segue a exigência do mercado. Aquele comércio de esquina que não tem dinheiro para pagar uma fortuna em um SAP vai comprar o PDV de 10 conto, feito por um adolescente na madrugada, porque é o que ele pode pagar. Com esse novo projeto estamos decretando a eletização da TI no Brasil, pois corre se o risco do valor do software aumentar devido a falta de concorrência e os pequenos e micro empressários não terão como arcar com os custos de uma automação. E ai, como fica? Esse tipo de intervenção deve ser feito com muito cuidado (leia-se “não deve ser feita).
Douglas, quando houver uma reforma completa do exercício profissional no Brasil, eliminando as reservas de mercado em outras áreas como a licenciatura, arquitetura e jornalismo, poderemos considerar que esta lei é desnecessária. Mas, diante da realidade brasileira de cartorialismo e proteção de mercado de trabalho, não vejo motivos para tratarmos os profissionais de informática como pertencentes à uma categoria diferenciada que não deva ser tratada como a de outros profissionais que tenham regulamentação profissional. É mais uma questão de isonomia do que de qualquer outra coisa.
[...] do prof. Cid Andrade. Também abordou recentemente a Regulamentação profissional para área de Informática, sobre o Projeto de Lei que tramita no Senado. Yuri e Cid foram duas fontes do artigo Seja um [...]
De uma olhada nesta reportagem professor.
regulamentação: SBC É CONTRA
a sociedade brasileira de computação, que representa décadas de história na luta por uma melhor qualidade do ensino e das práticas profissionais em todas as áreas da computação no brasil, é CONTRA a regulamentação das profissões de computação nos moldes de quase todos os projetos que tramitam nas casas legislativas federais. em entrevista concedida a este blog, o professor ricardo anido [da unicamp, diretor de relações profissionais da sociedade], questionado sobre a posição da SBC, diz que… “a posição da SBC é a mesma de sempre, contra o uso de diploma como pré-requisito para trabalhar na área. O que importa é a competência, ainda mais considerando a necessidade de competências múltiplas que surgiram com o avanço do uso de computação e informática em outras disciplinas (biologia, medicina, etc.)”.
Sobre o projeto em andamento no senado, o professor anido vai além: “Esse projeto é totalmente anacrônico. A restrição do exercício da profissão a detentores de diplomas de alguns cursos não condiz com a realidade, nem no Brasil nem no exterior. Em nenhum país com economia avançada essa restrição existe: Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Japão, Itália, Canadá, por exemplo, não restringem a atuação de profissionais na área. Nossos concorrentes diretos na busca por atração de oportunidades na área de computação e informática, em especial Índia, China, Irlanda e Rússia, também não colocam qualquer restrição à atuação na área. Se um projeto desses for aprovado é um tiro no pé, o país vai andar para trás”.
mas não custa nada lembrar que o brasil é o país dos cartórios e das reservas de mercado; mais de um leitor deste blog acha a posição do autor e da SBC, a sociedade profissional da área, absurda, por defenderem o livre exercício da profissão por quem tem competência e não diploma. o mercado, no meu entender, costuma resolver muito bem o que é competência e qual é a demanda por ela. há gente que fez anos de faculdade e está ganhando dois salários mínimos? é porque, quase certamente, tem competência apenas para dois salários mínimos. pode até ter diploma para muitos, principalmente se houvesse um conselho tutelar da profissão, capaz de determinar o salário mínimo de seus profissionais, em termos, por sinal, do salário mínimo absoluto. aliás, este é um mecanismo anti-social, porque atrela os salários dos diplomados filiados a conselhos ao salário mínimo e ajuda a impedir que o mínimo cresça em poder aquisitivo em relação às profissões graduadas.
ricardo anido lembra, por outro lado, que talvez a gente não deva se preocupar muito, porque esta é a n-ésima tentativa [espera-se mal sucedida] de regular a profissão: “o projeto em pauta, que se iniciou no senado (PLS 607/07) tem que passar também na Câmara. E se sofrer modificações tem que voltar para o Senado… [a página do Prof. Roberto Bigonha tem um histórico dos PLs sobre regulamentação da profissão, http://homepages.dcc.ufmg.br/~bigonha/Sbc/plsbc.html. O projeto do senado menciona o PL do dep. Eduardo Paes, de 2003. Mas o texto é praticamente o mesmo do PL815/1995, do dep. Silvio Abreu, que por sua vez se baseou no Projeto de Lei n.º 5356, de 1981. Não duvido que esse tenha se baseado em algum da década de 70… O texto de justificativa é um escárnio. Diz que quer tornar o exercício livre… mas para uns poucos”. mesmo assim, num claro sinal de preocupação da SBC com o andar da carruagem corporativista, diz que… “O conselho da SBC decidiu que vai pedir uma audiência pública sobre o projeto, para a CAS – Comissão de Assuntos Sociais do Senado, para onde o projeto de lei foi encaminhado”.
muito bem. a discussão está na rua. há opiniões fortes, contra e a favor. o legislativo, algum dia, decidirá. espera-se que seja na direção de um país mais competitivo, de profissionais mais competentes, num mercado amplo e aberto. e não pela criação de mais um cartório nacional, nas mãos de uns poucos, a frear e limitar o desenvolvimento da área e de seu uso na sociedade.
Roberto, excelente artigo. Só pondero ainda se é conveniente que a informática não seja regulamentada em um universo de profissões regulamentadas.
Atuo ativamente na área de informática, desde quando ela se chamada Data Processing, há 37 anos.
Torço para que desta vez consigamos um orgão representativo dos profissionais de informática.
Já estimulei bancada gaucha no Congresso para agir mais a nosso favor.
Jocs Silva
Canoas, RS
O artigo da SBC é excelente. E dizer que a profissão deveria ser regulamentada apenas porque outras o são? Realmente, espero que você não aplique esse método de indução para outras coisas. Respeito sua opinião, mas por favor, não subestime a nossa inteligência. Se quiser argumentar, use argumentos válidos.
Abraço e parabéns pelo site.
Excelente blog Cid. Atuo na área de informática oficialmente com registro em carteira a 6 anos, e por possuir diploma de graduação, de pós-graduação e estar cursando mestrado na área de informática também sou a favor da regulamentação da profissão, visto que o texto diz que na data em que a lei entrar em vigor (se for aprovada) o profissional que tiver experiência comprovada de no mínimo 5 anos será considrado um analista de sistema sem ter ralado em um curso superior.
Agora dizer que quem tem um diploma e só ganha 2 salários mínimos, não vale como argumento, porque outras profissões já regulamentadas também tem esse tipo de coisa e principalmente maus profissionais, para isso existem os conselhos federal e regionais, que espero que com a aprovação do Projeto de Lei, venha no futuro a ser instituído.
É inconcebível para quem enfrenta os bancos escolares das faculdades ter como concorrente um garoto de 14 anos como foi citado, porque não existe punição neste caso. Isto sim é dar um tiro no pé.
Mas, como tudo no mundo, existe sempre os dois lados, quem é a favor e quem é contra, e ainda bem, já imaginaram se todos gostassem somente do azul???
Artigos bem legais. Respeito a opinião de todos, porém, aqueles que já trabalham a algum tempo na área e não tem diploma se sente prejudicado caso a lei seja aprovada, não é isso? E, os que passaram 4 anos numa faculdade (no mínimo) também não se sente prejudicado sem lei ? Nos deparamos com “profissionais” mediocres no dia-a-dia que cobra R$30,00 para fazer um determinado serviço, onde um PROFISSIONAL de verdade cobra R$150,00, ae eu vos pergunto, é justo? Um cara que se dedicou para ser um bom profissional numa faculdade competir com um cara que aprendeu com um colega, ou sei lá como, oferendo esse tipo de preço. Conhecimento tem que ter seu valor e muitos, não a maioria por favor, não respeita esse valor. Essa é a minha opinião, eu gostaria que a lei fosse aprovada e que entrasse em vigor. Os valores são somente para demonstrar a diferença de preço!
o que vc’s acham de acabar com a OAB e ai todas as pessoas que se dizem conhecedores da legislação passam a ter direito de advogar, ser juiz, promotor, procurador, defensor publico. ja pensaram nessa tragedia, a questão é o profissional precisa sim provar que é da area e alem disse passar por uma prova pra comprovar seu conhecimento a OAB é um otimo exemplo, pelo menos aqui no Tocantins a 80% das pessoas que tantar a prova da OAB inclusive pessoas de outros estados reprovam, so passam quem realmente provam que tem competencia e conhecimento na area, assim deveria ser a regulamentãção dos profissionais de informática e o diploma de téc ou superior seria o primeiro filtro pra tirar esses que se dizem programadores e fazem um programa mau feito dexando o cliente a merce da sua propria sorte…
Recomendo a leitura deste artigo:
http://www.dicas-l.com.br/linha_de_data/linha_de_data_20080319.php
E depois deste outro:
http://www.dicas-l.com.br/linha_de_data/linha_de_data_20080403.php
Marco Antonio
[...] Regulamentação profissional para área de Informática | Tecnologia da Informação – Desenvolvime… (tags: lei informatica) [...]
SOU TOTALMENTE A FAVOR DESTA LEI E FAREI TUDO PARA SER APROVADA. Só quem estudou e fez uma faculdade de Informatica e perdeu tempo sabe o quanto é dificil um Engenheiro, um Matemático ou até mesmo um Dentista TOMAR sua vaga. AGORA vai VOCÊ ! querer SER UM ENGENHEIRO CIVIL, assinar como tal ou Exercer o OFICIO, VOCE vai poder????É CLARO QUE NÃO!!!!!Então ta aí a injustiça! O Advogado tem OAB, o Engenheiro tem CREA, O Medico CRM e o Analista???? nada né, qualquer um pode exercer o Oficio de TI, assim paga-se pouco, toma-se o lugar de quem cursou e optou pela profissão certa e VOCE que estudou, tentar ser Advogado? no mínimo vai ser preso. Tem muita gente falando bobagem que não quer que seja aprovada a lei, porque são Psicólogos, Matemáticos etc….Porque eles não escolheram a faculdade certa? Porque não fizeram uma faculdade de TI? Foram frustados na escolhas deles e agora qualquer um trabalha com Informatica. Outro aspecto é: Trabalhar com dados de empresas não é para amadores ou gente que fez um cursinho qualquer, hoje com a maioria das empresas com ações na bolsa, tem que ser OBRIGADOTÒRIO um analista credenciado que responda pelas informações e se responsabilize por elas. O profissional de TI é mais do que um simples desenvolvedor, ele é responsável pela integridade dos dados de uma empresa. Pensem nisso profissionais formados em TI, agora para aqueles que se formaram em outra carreira, por favor, voltem a profissão de onde vieram ou especialize-se em TI em uma faculdade, pois só cursinho não dá, alguem já viu “cursinho de Advogado?. Grato
Sou a favor desta lei, pois existem muitos incompetentes, que não se realiazaram na sua área, e migraram para a área de informática, sendo apadrinhados ou fazendo cursinhos de esquina, esses caras tem sumir do meio de TI.
Moacir !!! Graduado em análise de sistemas
[...] Eu já falei sobre o assunto neste blog, no artigo “Regulamentação Profissional para a área de informática“. [...]
Também sou totalmente a favor da PL com algumas alterações, que serão feitas no decorrer da tramitação.
Competir é a alma da civilização moderna, porém a responsabilidade sobre os atos de cada um ainda é imprecindível, ou não? Quem vai pagar por uma vida tirada por um progama( projeto, software, etc) de análise protéica, ou tem alguem que ainda acredita que a informática não produz risco de vida a alguém? São várias os softwares na área da saúde, principalmente análises clínicas. Isso é apenas um dos extremos que a informática atua, sem se falar no nosso frágil sistema financeiro, que básicamente sobrevive sobre uma enorme infraestrutura de TI. Porém hoje quando um pilantra, que se diz programador ou conhecedor da ciência computacional causa um prejuízo devido a falta de seus conhecimentos CIENTÍFICOS ele pode chegar a ser processado, mas pode continuar fazendo suas pilantragens, e onde fica a proteção à sociedade nisso tudo que não tem como saber quem tem conhecimento ou não nessa área?
O aumento do preço, citado por alguns “influentes conhecedores de informática” não será apenas uma consequência da reserva de mercado e sim um preço que a sociedade pagará pela segurança de ter profissional tecnico e cientificamente capacitado e que possa responder pelos seus atos praticados ou omitidos. Ou alguém aqui tem um sistema de segurança para sua casa, apartamento ou escritório gratuito? Eu nunca vi, pois os guardas que passam a noite rodando de moto entre a minha casa e outras cobram R$ 25,00 mensais de cada casa.
Apesar de ser Bacharel em Ciência da Computação tenho uma grande afinidade com a área da saúde e tenho uns poucos conhecimentos em farmacologia, garanto que é maior que alguns que fizeram a faculdade de Farmácia, porém não sou a pessoa certa para indicar uma DIPIRONA a alguem com dor de cabeça, pois so a farmacologia não da embasamento para tal ação e o pior: NINGUÉM DEVERIA USAR DIPIRONA, POIS ELA MATA MAIS DO QUE MUITAS DOENÇAS e por isso É PROIBIDA NOS EUA.
Alguém ja procurou saber porq a SBC é contra? Qual o verdadeiro fator?
Vamos discutir…
[...] meses eu comecei a abordar a Regulamentação Profissional na área de Informática. Nesta semana foi aprovado um requerimento para uma Audiência Pública sobre o assunto. Esta [...]
É simples o entendimento da SBC. Os “mandantes” de lá são na maioria, engenheiros, matemáticos, enfim, pessoas que não são formadas em TI.
Bobo é quem paga pra estudar e depois correr risco de perder a vaga para alguem que recebe menos e não tem certificação nenhuma na área
Acho que precissamos mesmo de uma lei que nos defenda, e defenda o consumidor…
Afinal não é justo ficar por um periodo nos bancos da Universidade e sair pro mercado de trabalhoe e competir com aquele garotinho que diz saber programar e coloca o preço de mercado lá em baixo e principalmente, não dá o acompanhamento necessário pro cliente… E nós da area de informática ficamos vistos muitas vezes como picaretas por causa de pessoas que não são profissionais (nem te experiencia) e nem conhecimento suficiente…
Um conselho federal e regional não é sinônimo de emprego garantido. Se uma empresa prefere colocar um médico para programar, então é bom q esse médico, dentista ou engenheiro saiba o que faz. Se for para criar, tem q ter prova q nem na OAB, para poder ter cargo, para forçar faculdades boas e evitar venda de diploma.
E outra, dado o regime da CLT, os grandes trabalhos não são com carteira assinada mesmo, e não vai vir a ser, pq é + interessante economicamente para as empresas.
Não acho q ela será benéfica, uma vez que no mercado faltem trabalhadores nessas áreas, assim como em outros países. Se estivessemos com gente saindo pelo ladrão, aí seria interessante.
Normalmente conselhos desses só servem para alguém ganhar dinheiro com a anuidade. São poucos os q prestam um serviço decente.
O problema é o nível das universidades brasileiras, que estão longe de preparar bons profissionais em informática.
Algumas pessoas preferem perder 4/5 anos de suas vidas para se graduar, e depois se sentem frustadas porque não conseguem um emprego para ganhar mais do que 2k. Outras gastam os mesmos 4/5 anos realmente aprendendo, viram ótimos _especialistas_ e mesmo sem graduação conseguem 8k de salário.
Ao invés de tentar excluir os MELHORES profissionais do mercado, que tal correr atraz de ser um bom profissional? Você já sabe que faculdade não ensina nada, então, que tal “correr por fora” e se destacar?
Venho recomendar a leitura de um artigo sobre a importância do diploma universitário e uma opinião que corrobora com este artigo na entrevista com Pablo Dall’Oglio.
“Aquele “curioso” de catorze anos não poderá mais sair vendendo o “sisteminha” que ele fez nas madrugadas, sem seus responsáveis serem processados por exercício irregular da profissão.”
Isso é bom??? Você devia se informar sobre a história de todos os grandes nomes. Bill Gates, Michael Dell, Jobs, Wosniak, pessoal da Google… todos se fizeram antes de se formarem e alguns até abandonaram os estudos academicos para sempre.
Nenhum país de primeiro mundo regulamenta a profissão de informática, pois sabem que a INOVAÇÃO vem do entusiasmo natural.
@Marco, eu recomendo a leitura da mais recente continuação deste tema, tratando diferentes opiniões sobre a regulamentação profissional de informática.
O software que você está usando nesse blog é escrito por um monte de pessoas que não encaixam nessa lei.
creio que você está usando esse cms pela sua qualidade e o fato de usar a licença GPL beneficia toda a sociedade dentro do contexto global de hoje.
E aí, você irá usar um software pago de menor qualidade só porque a pessoa que desenvolver tem um certificado?
Tem que regulamentar sim, mas que isso seja para beneficiar toda a diversidade que tem dentro da área, e não elitizar outro setor.
Cara… que assunto polêmico pra caramba… mas vou tentar expressar o que penso aqui:
Sempre existiram médicos, advogados, engenheiros, arquitetos, etc… Mas nem sempre existiram Áreas regulamentadoras… Quantos gênios da história foram grandes figuras sem nunca teram pisado em uma universidade ? Essa visão simplista também pode nos fazer cair em um erro, pois tudo evolui e infelizmente pra não virar baderna (PRINCIPALMENTE EM NOSSO PAÍS, Ô COISA TRISTE) precisa se ter um controle das coisas. Exemplo, ao contratar um engenheiro hoje em dia, você vai logo procurar o número do CREA do fulano, você não pega o seu amigo da esquina que gosta de Engenharia pra poder construir sua casa… (exemplo simplista)… pra fazer uma operação ou para lhe defender em uma causa a mesma coisa… Agora eu pergunto… o simples fato do cara estar no CREA diz que ele é um profissional competente ??? Aí entramos num dos ãngulos mais difíceis dessa discussão…
Se eu quiser contratar meu amigo da esquina pra construir minha casa ?? quem é que vai pagar ?? quem é que vai assumir o risco ?? não serei eu ?? se eu não quiser um advogado (proibido pela nossa lei) e quiser me defender perante a lei ?? não deveria ser possível ?? O que torna um médico que já fez 5000 operações de câncer diferente de um que acabou de se formar ??
Deixa eu tentar diminuir a enxurrada de respostas negativas a essas afirmações que fiz… respostas essas devido ao que já está cravado na cabeça da sociedade coisas como, mas não pode, tem vidas em risco e blá blá blá…
Nenhum país no mundo regulamentou profissão de informática… ninguém morreu por causa disso… Ah mas eu me formei e vou concorrer com o “sobrinho do meu cliente que vive na Internet e é cheio de espinhas no rosto, e que sabe fazer um SAITE legal, com GIFs animadas”… galera na boa… se seu foco for esse, saia da faculdade… afinal se você está fazendo uma faculdade é porque você quer trabalhar em uma empresa grande que tem profissionais competentes com experiência de mercado… Tenho um conhecido competentíssimo, mas muito competente mesmo, que nunca tirou seu diploma… porém tem zilhões de certificações, domina bem o inglês, já trabalhou fora do Brasil e mais uma pancada de coisas a favor…
Gente, pelo amor de Deus, tem que haver seleção, mas com certeza um diploma não deve ser levado como prioridade nessa seleção. Tem sua importância claro… por exemplo, eu ao olhar um CV, vejo logo qual Graduação o cara é formado, simples assim, o mercado seleciona, se o cara não for formado, procuro cursos, certificações e experiência de mercado.
Conheço pessoas que possuem anos de graduados na área, que não são nem metade do profissional que meu conhecido (citado anteriormente) é…
Diploma não pode ser diferencial nem impeditivo de profissionais em nossa área… O Brasil não tem suporte acad?mico pra suprir a área, de forma que Profissional de informática, se essa lei for aprovada, serão os filhinhos de papai que empurram a faculdade com a barriga, têm dinheiro pra fazer um curso caro e saem na frente do pobre coitado do Hacker que é um PUTA dum profissional e não vai conseguir nunca pagar uma universidade e nem muito menos passar numa federal porque Química é o fraco dele… em contrapartida, devem haver meios para garantir uma melhor profissionalização da profissão, pra poder eliminar de vez “O sobrinho do cliente que sabe fazer SAITE”, mas que com certeza esse meio não é a profissão regulamentada…
Meu sonho é trabalhar um dia numa IBM, numa REDHAT, SUN, sei lá… creio que vou chegar lá… será que o “sobrinho do cliente” consegue ?? Pode conseguir, mas vai ter que melhorar como profissional…
É isso que penso, não sou dono da verdade, mas do jeito que estão querendo fazer, é dar um tiro no pé…
Falows ;)
Sou totalmente a favor da regulamentação. Estou cursando faculdade de informática e já trabalho com T.I. algum tempo. E reforçando o que já foi mencionado….passamos um bom tempo sofrendo na faculdade para conseguir o diploma e se formar nessa área que é umas das mais dificeis de se graduar para depois termos que disputar mercado com garotos adolescentes que saem fazendo “programinhas” e formatando pcs a preços de banana, e ainda, disputar mercado com caras que se formam em outras áreas que muitas vezes usam a profissão de informática para ganhar um dinheiro extra nos fds ou ainda que vêem que essa é uma área promissora e acabam invadindo o nosso espaço sem ter o conhecimento. Já cansei de ouvir muitos dizerem: “Há…o meu filho de 14 anos tbm estuda numa escolinha de informática e faz o mesmo que vc faz..” afffff…..precisamos dessa regulamentação urgente…senão eu vou tbm sair por aí projetando construções de prédios ou fazendo cirurgias em pessoas sem ser engenheiro ou médico.
Eis UMA das muitas razões pelas quais um nôvo conselho Fedeal de Fiscalização de Profissão Liberal é completamente descabido: http://fenata.com.br/pagina/eleicao/Informativo%20da%20FENATA.pdf.
Quanto à regulamentação, basta ver os títulos dos cursos de TI das faculdades para saber que regulamentar a Profissão de Analista de Sistemas não atinge a totalidade dos profissionais cursando ou formados em TTII.
Proponho a elaboração da Consolidação das Profissões Liberais – CLPL, com a criação de um único Código de Leis com tôdas as Profissões Liberais, com o uso do sistema de ART do CONFEA, adotando uma Anotação de Exercicio de Profissão Liberal – AEPL, administrada pela Delegacia Regional do Trabalho da UF onde o profissional exerce sua atividade, que irá emitir a Certidão de Acêrvo Técnico do Profissional Liberal, a Receita Federal para cobrar as taxas e o Ministério Público, por meio de um Câmara Especializada em Fiscalização de trabalho, para FISCALIZAR o exercício das Profissões Liberais, pois o MP tem função de Estado em ser o Fiscal da Lei. Além disto, ninguém tem, nos atuais cursos Liberais, nenhuma formação em poder de polícia sôbre colegas, o que os membros do MP têm por missão e carreira de Estado.
É preciso abrir os olhos para o custo futuro do corporativismo barato, que vai sair caro, dos Irmãos Petralhas e ideologias adjacentes, que querem aparelhar o Estado com sindicalistas semi-analfabetos e destruir a sociedade livre e de mercado à qual êles não conseguem se adaptar.
Quero ser médico porque não estudei, mas conheço muito de anatomia e fisiologia com vivencia em corpos desossados nas favelas e na escolha de carne no açougue. Posso ser a promessa da medicina assim como o tal pessoal da google citada acima é para a informatica. Vou começar operando o cerebro de cobaias que não sabem diferenciar estudo de curiosidade.
Leva seu carro 2010 no mecanico que aprendeu fuçando um fusca e me conta se ele estudou ou fudeu seu carro
Muito blá-blá-blá por nada. O mercado já instituiu e confia nas certificações profissionais. Precisa de um cara que saiba SAP? Seja ele moleque de 18 (sem diploma) ou guru de 50 anos (com diploma) é só verificar se o cara tem a certificação SAP.
O mesmo para quase todas as outras tecnologias existentes hoje, Windows, VM, Java, gerência de projetos, Oracle, Rational, WebSphere, Tivoli, Lotus, .Net etc etc etc. Quem atesta que o cidadão sabe ou não alguma coisa é o currículo técnico e a certificação oficial na determinada ferramenta/tecnologia/sistema que irá operar. Se o rapaz que desenvolve o sisteminha de madrugada consegue passar numa certificação, quem é o senador ou quem sou eu pra dizer que ele não tem o conhecimento e não está apto a trabalhar naquele cargo?
O resto é abobrinha de ambos os lados.
eu quero ser adivogada onde posso estudar para ser adivogada escola de profisionas que eu que ro estudar para ser adivogada?
Ótima iniciativa
Abraços
Ranieri Marinho de Souza
E como ficaram o caso dos professores de cursinhos de informática, vão ter que ser formado em que área, ou seja, qual curso.