A Sorte do Personagem
Início dos anos 70. A televisão ganha um novo fôlego com a consagração das telenovelas brasileiras. Novos autores e atores buscam estabilização profissional através deste espaço. A censura do governo militar detona tudo e à todos.
As telenovelas levam para dentro das casas uma falsa realidade, alienante, enganadora. As conversas, nos lares, nas ruas, já não falam mais da sorte das próprias vidas das pessoas, mas sim, da sorte dos personagens das novelas.
O destino da heroína aponta para uma tragédia, os espectadores em casa sofrem junto a ela, apesar de saberem que ela se casará com o galã no último capítulo. O público, pela telinha, acompanha assiduamente os desdobramentos da história e interfere na sorte dos personagens. Se a interpretação da atriz coadjuvante agradar a audiência, seu papel crescerá, ela sairá nas capas das
revistas e será cotada para ser a protagonista da próxima novela, mas, se não agradar, a personagem morrerá ou viajará para um país distante para nunca mais voltar. E a atriz, desempregada, marcará algumas sessões no analista.
Os conflitos, profissionais e amorosos de uma equipe de novela, e as possíveis relações com o mundo real, compõem a base de A Sorte do Personagem, a comédia de maior sucesso de público do Grupo Cafonas & Bokomokos.
Esta peça estará de volta ao teatro a partir de 7 de agosto, no Teatro Plínio Marcos, na R. Clélia, 33. Maiores informações na bilheteria (3864-3129), aos sábados, à partir das 15 horas ou no site do Cafonas & Bokomokos.


