Quem pode imaginar um computador sem sistema operacional?
Convido o leitor a uma exercício de imaginação: Visualizem um equipamento com um processador com o núcleo do Firefox, uma memória de massa para armazenar as atualizações do mesmo e os plugins e uma placa de rede com suporte à DHCP.
Agora vejam as ferramentas on-line às quais eu faço referência no meu Blinklist.
Se eu posso editar e manipular textos, planilhas, apresentações, bases de dados, imagens e tantas coisas mais direto pela web, com um equipamento que fornecesse um bom navegador em hardware uma pessoa poderia usar um computador sem sistema operacional, à princípio.
Aguardo os comentários!
Isso não vinga, assim como não vingam os barebones, notebooks, tablets e etc. na tentativa de substituir um micro desktop.
Porque? Porque isso é praticar o caminho inverso que tem tomado a computação pessoal: você fica limitado ao hardware.
Ninguém quer ficar limitado ao hardware.
Agora imagina ficar limitado aos softwares que vem nesse hardware, e somente eles! Afinal, eles já viriam em uma espécie de firmware, como o senhor propõe, dando assim pouca margem para customização.
Mas até aí tudo bem. Fora isso, o conceito de sistema operacional é “aquilo que torna o computador usável”. De um jeito ou de outro, esse computador hipotético também teria seu sistema operacional embarcado. Colocar o Firefox pra rodar direto em hardware, não faz sentido nenhum. O Firefox por si só não provê nenhuma biblioteca, nenhum acesso à hardware. Enfim, desculpa, mas esse post foi uma baboseira completa.
(PS: Esse seu post foi postado no site http://br-linux.org/linux/imaginando-um-computador-sem-sistema-operacional)
Meus parabens pelo post, isso e uma coisa q venho discutindo a muito tempo com alguns amigos. A disponibilização de uma hardware especifico para isso seria uma boa opção para o usuario final. No futuro acredito que sera bem mais complexo, mas a formula e a mesma.
Mais uma vez parabens.
Rodrigo Lilge Rosa
http://my.opera.com/suxsys/
rodylilge_at_hotmail.com
Hummm, o exercício é interessante, mas fica meio estranho a princípio.
Na realidade, teoricamente, de um modo ou de outro, seria necessário um núcleo ( kernel ), para que o navegador firefox funcionasse.
OU seja, no fim, ele continuaria tendo um sistema operacional, só na realidade, o que aconteceria é que o mesmo estaria escondido totalmente do usuário, pois a única interface disponível para o mesmo seria o navegador.
mas de qualquer jeito, não deixa de realmente ser uma idéia interessante, para um mundo que caminha cada vez mais para a realidade de viver on line, todo o tempo.
A maioria dos computadores de 8 bits dos anos 80 não tinham sistema operacional, entravam direto na linguagem BASIC, que estava gravada em ROM. Eu penso que o sistema operacional tende a perder relevância e a se tornar mínimo, pois de fato só o que se vê hoje em dia, cada vez mais, é a janela do browser aberta. Aquilo que “está lá atras” está sendo aos poucos esquecido. O próprio PC tende a perder força para dispositivos diversos. O videogame Nintendo Wii acessa Internet. O celular acessa Internet. Daqui a pouco até a geladeira vai acessar a Internet. O que importa é acessar a Internet, e não mais o equipamento ou o software instalável que roda nele.
Talvez o uso não precisa ser só do usuário doméstico. Cyber-cafés e afins poderiam usar esse mini-micro-computador que por sinal seria muito pequeno mesmo. Usuário final quer jogos, músicas e afins. Há diversas idéias para diversos usos. E eu estariam muito entusiasmado e com vontade de ajudar se aparecer uma oportunidade dessas.
É muito dificil pensar em algo assim. Os conceitos que temos de sistema operacional, são contemporaneos. Não vemos um nucleo basico, e sim, toda uma gama de aplicações que nos permite realizar nosso trabalho na maquina.
Sistemas operacionais, nunca vão desaparecer, isso seria impossivel no meu ponto de vista. Agora, que nossas aplicações diarias como editor de texto, planilha, e todo o conjunto de gerenciamento de informações pessoais, pode sim, trocar de um conceito de execução local, para execução remota, pode se tornar o futuro. Mas ainda tb é algo a se pensar, já que cada vez mais, conexão e hardware sofrem deflação. O que vejo é a abstração do local de armazenagem da informação. A aplicação vai ser local, já a informação, sei lá! ;)
Não concordo com o radicalismo do Henrique, pois o argumento do Mugnatto é fato: Cada vez mais temos acesso a aplicativos de produtividade através do navegador. Portanto, não é nenhuma baboseira pensar nisso. Para acessar diferentes programas bastaria apontar para diferentes endereços.
Agora, o Henrique tem razão quanto à restrição ao hardware. Vemos que frequentemente há a necessidade de atualização de sistemas, principalmente dos navegadores. Assim, qual seria a facilidade de se atualizar o firmware do computador onde residiria o firefox? Possível é.
Quanto a ter um SO escondido por baixo, isso não é de fato necessário. Muitos dispositivos, tais como celulares (não os smartphones) rodam seus aplicativos, inclusive navegadores, sem SO. Nesse caso, obviamente o aplicativo tem a responsabilidade sobre o acesso ao hardware. Uma versão do Firefox poderia ser assim. E no tempo do DOS, todos os aplicativos eram assim.
Minha dúvida é sobre outras aplicações muito dependentes de processamento local, tais como de multimídia. Qual a viabilidade de armazenar e manipular uma grande massa de dados remotamente, e ainda, para centenas de usuários? E para a visualização desses, como vídeos, com boa qualidade localmente? Tem a limitação da largura de banda. Além disso, o navegador teria que implementar essas funções de visualização ele mesmo, ao invés de usar os plugins para outros aplicativos existentes.
Parabéns pelo post.
O conceito proposto é um pouco parecido com thin computing em que terminais leves (sem hd, pouco processamento, pouca memoria) rodam as aplicações disponiveis em um servidor. Acredito que um dos impedimentos para isso é nossa conexão à internet, assim que formos avançando a tendência será nesse sentido pois diversas empresas já estão disponibilizando ferramentas online como Pacotes de Escritorio, Visualização de video, entre outros para que não tenhamos tanta necessidade de instalarmos programas.
Ao contrario do que já foi dito antes eu acho que é esse o caminho.
Os novos hardwares serão literalmente descartáveis. A cada atualização ou o hardware é preparado para novas atualizações do seu conjunto de serviços, que neste caso não é um SO, ou será tão barato que via ser jogada no lixo.
Imaginem a integração entre diferentes tecnologias. Não existiriam mais limitações entre diferentes tecnologias por que a comunicação e interconexão seriam feitas por protocolos já consagrados.
Acho que vai ser esse o futuro.
isto realmente é o futuro, WEB2.0!!
A questão do SO realmente não consigo enxergar algo relativo a isso, talvez que sabe com sistemas embarcados para função especifica…
Talvez com um sistema LINUX de base para dar suporte a DCHP e rodar o Firefox… mas olha pensando bem, possuímos tecnologia dos PICS, MICROCHIPS, ZILOG e outros… que poderiam fazer toda a função de um sistema operacional, porém creio que são muitos lentos para dar suporte a algo tão grande….
Gostaria de poder trabalhar melhor esta ideia… se tive interesse em compartilhar ideias, estou disponivel…
dcbasso[arroba]gmail[dot]com
msn e contato de e-mail, abraços
Sim, é possível esse cenário. E até mais!
Realmente isso lembra um pouco os thin clients (aka terminais-burros) onde o processo de boot é basicamente um software, armazenado num disquete ou na EPROM da placa de rede, que joga um broadcast na rede à procura de um servidor DHCP. Após obter um IP, este fica só recebendo “telas” que o servidor envia.
No seu caso proposto, haveria uma mistura entre esse thin client e os quiosques multimídias/caixas eletrônicos de bancos, shoppings, etc – que ao ligar entra automaticamente numa aplicação pré-definida – um browser neste caso.
Mas vou distorcer um pouco a idéia original.
Imagino no futuro o uso de uma distribuição linux beeeeem enxuta (do tipo Damn Small Linux), que proporcionasse um processo de boot rápido, com algumas aplicações básicas e leves (como as do PortableApps) e a aparência/usabilidade do Ubuntu. O pendrive teria espaço ainda para guardar dados pessoais (documentos, MP3, etc) e ainda seria usado como memória RAM. Em pouco tempo teremos pendrives maiores (16Gb no ano que vem) e mais rápidos.
O “nano-computador” na verdade seria uma caixinha (aparentando o Mini Mac da Apple), do tamanho suficiente para abrigar um gravador de CD/DVD, com a função de processamento e interface entre o pendrive, monitor, teclado, mouse, etc… (e o que mais inventarem até lá).
Assim eu não precisaria carregar um notebook para cima e para baixo… somente meu pendrive… isso sim é portabilidade!
O nano-computador seria um commodity, como hoje temos o celular, que é vendido a preço de banana por aí em troca de alguma fidelização (provedor de banda-larga, por exemplo)
Agora deixa eu parar de sonhar e voltar a trabalhar…
Abraços!
Carlos Mafort
Desculpe a minha falta de conhecimento no assunto, mas gostaria de saber se realmente se torna viável a montagem de uma rede com esse sistema e qual seria o limite ou o server ideal para rodar jogos por exemplo.
Um computador como eu descrevi (sem sistema operacional, apenas um navegador) seria adequado para um usuário final, alguém que apenas navega, lê e escreve mensagens eletrônicas e faz pequenas tarefas que hoje podem ser feitas online. Certamente que servidores ainda precisariam de todo aparato que apenas um sistema operacional poderia prover.
Já existe um aparelho denominado PC Extension Multiusuários – XP/VS/TS que acopla até 21 PC sem hd que funcionam através de um servidor com hd possante conectados em rede sem fio. E custa R$ 650,00.
Sim, isso é possível, mas sempre terá um sistema operacional na jogada (no servidor). Não é viável a execução por rede, pois tem um tempo de resposta muito lento (insuportável, imagine o horário de pico). Os softwares localmente e os arquivos remotamente é viável, mas sempre com o tempo de resposta.
Mesmo que um dia isso se torne popular eu não irei usar, pois assim como cada ser humano tem seu corpo, cada um tem de ter sua independência local, com ou sem rede. Vocês não percebem como isso não é seguro, EU NUNCA VOU COLOCAR TODOS MEUS ARQUIVOS POR AÍ NA INTERNET. E se alguém invade esse servidor e tem acesso as minhas coisas? Eu sei que meu computador não é tão seguro assim (eu não configurei nada nesse sentido), mas pelo menos eu é quem mando no meu computador (uso Debian GNU/Linux, mas se eu quisesse, poderia ser outro OS). Não é bom depender de serviço de terceiros.
Eu tenho medo do futuro. As pessoas estão cada vez mais expostas, tudo sobre elas estará na Internet. Pensem aí, seus arquivos estão na Internet, você faz qualquer coisa que o governo não goste, e ele pede quebra do sigilo de seus arquivos?
Tudo que é tecnologia é sempre mais lucrativo para o mal. Com um celular, o marginal diz para o outro que você está saindo do banco com muito dinheiro. Cuidado para a inocência não tomar conta. O controle mundial pode se tornar uma realidade.
Obrigado a todos!
Rafael Almeida
http://blog.ajudavirtual.net
Olá a todos… Bom em primeiro lugar, estou muito satisfeito em saber que já existe algumas idéias nesse sentido, de criar um S.O. baseado na web. Isso mostra que estamos evoluindo para um futuro mais acessível, tecnologicamente falando…
Eu tenho em mente de criar um projeto de S.O. totalmente baseado na plataforma web.
Veja como seria o projeto:
- Seria utilizado o Kernel do Linux
- Todos os drivers de suporte ao Hardware, seria do próprio Linux
- O Firefox rodaria no Linux, da seguinte forma: (O usuário dava o boot com o CD do S.O. em seu drive de CD/DVD, normalmente como já faz com as distribuíções Live do Linux, em seguida, após o carregamento do S.O., abriria o navegador Firefox de forma customizada como se fosse a área de trabalho tradicional de um S.O. qualquer.)
COMO SERIA O ACESSO AOS PROGRAMAS?
Bom tenho uma excelente idéia.
Hoje como alguns de vocês sabem, o firefox tem embutido uma tecnologia para criação de programas e execução dos mesmos, parecido com o ADOBE FLEX.
(Quem não sabe o que é ADOBE FLEX, procure se informar no site da ADOBE); Ou seja, o Firefox da suporte para criação de aplicações que rodam no próprio navegador como se fosse uma aplicação Desktop normal…
Pois bem, o usuário desse S.O. do futuro, teria a opção de ter em seu computador uma aplicação local baseado em FLEX, HTML, PHP ou qualquer outra tecnologia de web, ou então, acessar os programas direto na internet, através de atalhos que ficariam na área de trabalho.
A QUESTÃO DA PRIVACIDADE:
É óbvio que ninguém quer ter sua privacidade revelada a todos, mais a idéia desse S.O. é de dar a opção do usuário manter seus arquivos pessoais no próprio computador ou gravaodos em pen-drive, CDs ou mesmo na internet.
ENTÃO QUAL OBJETIVO DESSE NOVO S.O.?
São muitos…
- Ser um S.O. flexível, de fácil manuseio e de tamanho reduzido…
- Portabilidade, pois qualquer mídia poderia rodar esse S.O., tais como: pen-drive, CD/DVD, HD, e tantas outras…
- Fácil acesso aos programas, pois se os programas forem acessados online, então ficaria dispensado tantas configurações complicadas que para o usuário comum, isso é o mesmo que operar uma nave espacial da NASA. Caso o usuário queira manter um programa localmente em seu computador, é só ele fazer o download do programa em questão, colocar em uma pasta pré-definida no S.O. e descompactar o arquivo (.ZIP) em seguida rodar esse programa dando um simples clique no arquivo “executável”.
Enfim, são várias as possibilidades que um S.O. desse porte iria proporcionar…
CONCLUSÃO:
Tudo isso que eu disse aqui, é apenas um resumo do resumo, pois esse projeto tem muitos detalhes interessantes…
Espero que muitos outros programadores, possam se interessar em criar esse tipo de S.O.
Que as minhas idéias não sejam apenas mais uma idéia, mais que se torne uma realidade para ser útil a milhões de pessoas usuárias de computador…
Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!
Concordam comigo que as recentes discussões sobre a computação em nuvem são uma evolução desta visão?
esse saite nao tem nada quem eu presisa!???
@Cala
Eu ficaria satisfeito em saber do que você precisa e escrever sobre isto se estiver dentro da linha editorial do blog
Existe já algum tempo um sistema livecd mais ou menos nos moldes do tópico e é baseado em linux. O sistema é conhecido como Byzantine OS (http://byzgl.sourceforge.net/)e roda como interface gráfica o Browser Mozilla.
O sistema possui muitas funcionalidades como acesso à dispositivos cdrom/dvdrom, pendrives e outros.
Para usar na web é uma mão na roda…
Só não sei como anda o desenvolvimento dele ou se o projeto mudou de direção.
Quando baixei a imagem ISO tinha 60MB e o desempenho dele era excelente em um pentium 133 com 64MB de RAM e uma placa de rede realtek de 10Mbits em banda larga de 250Kb.
Se em um micro antigo o desempenho ficava bom, imagina no hardware de hoje???
pode m ajudar a resolver estou desesperada dependo disso para pegar meu diploma
Aplicação sem sistema operacional vai ser dificil. Precisaria incorporar todas as funções dentro da aplicação e ai nâo teria muita vantagem. Mas existe um meio terno: Dá pra manter um SO bem enxuto, capado ao máximo, só para as funçoes básicas de conversar com o hardware, e cada aplicação incorpora todos serviços extras necessários para a sua execução. É o que faz o produto APPZERO. De uma forma muito criativa, ele adicionna ‘a aplicação, todas as dependencias e configurações necessárias para rodar a aplicação. Isto dá grande portabilidade além de criar uma imagem com instalação padrão (Golden Image) que faz o trabalho de deployment da aplicação uma brincadeira de criança feita em questao de minutos. Vale a pena conhecer esta tecnologia ( http://www.appzero.com ).
e tem como,utilizar um sem sistema operacional?na minha prova vai cair está pergunta,alguem pode me dizer se tem ou num, e pq?
quero saber tudo sobre o computador